Eu e Lô, Lô e eu, e a inclusão

  • 16/10/2021

Aline Midlej conversa com Pequena Lô, Marcos Mion e Rodrigo Mendes no Festival #ConverseComOutrasIdeias Reprodução Eu assistia aqueles vídeos curtos, cheio de sacadas, autenticidade e coragem, e achava o máximo. Assim como eu, mais de dez milhões de seguidores nas redes sociais pensam, sentem o mesmo. Um universo que ainda conheço pouco, mas que, no caso dela, a expectativa para o próximo post é do tamanho do talento dela. Como psicóloga e humorista. Com uma essência blindada e conhecimento, ela arranca sorrisos de cura. Lorrane Silva, a pequena Lô - como é mais conhecida - usa o humor em torno da própria condição física para quebrar preconceitos e recriar vínculos reais num ambiente virtual. Relações poderosas, que driblam algoritmos preconceituosos e nos preenchem de humanidade esperançosa. O nosso encontro demorou para acontecer, mas quando rolou, foi intenso. E com a energia que uma sincronicidade como essa merece. Em menos de 24 horas estivemos juntas em dois debates promovidos pela Globo. Na pauta do primeiro encontro, o Festival Converse com Outras Ideias, promovido pela Globo News, discutimos a inclusão das pessoas com deficiência. Celebro e agradeço dando mais uma preciosa chance aprender sobre realidades que desconheço, mas que impactam toda a sociedade onde somos um corpo coletivo. Meu colega Marcos Mion, pai de Romeo, um jovem autista, se tornou uma voz consciente num ambiente ainda contaminado pela desinformação e preguiça institucional: “a inclusão não é boa só para o deficiente”, me disse durante o papo do qual também participou na Globo News. A gente está construindo uma sociedade mais inclusiva, mas isso leva tempo e esforço, de todos nós, e a cobrança maior deve ser sobre o poder público. “Na legislação somos nota 10, na prática estamos reprovados na educação inclusiva”, alertou Rodrigo Mendes, também presente nesta mesa. Ele criou uma rede de educação inclusiva após ficar tetraplégico, e há anos se mobiliza em projetos que cobram políticas mais direcionadas e também conscientizam sobre a inverdade por trás da ideia de superação quando nos referimos a pessoas com deficiência. A Lô falou bastante sobre isso no nosso segundo papo, sobre vulnerabilidade, que vocês conferem em novembro, durante mais uma edição Menos30Fest, o festival de educação empreendedora e inovação, promovido pela Globo, no mês de novembro. Ela nasceu com os membros curtos devido a uma síndrome que até hoje não foi identificada, e que afeta a estrutura óssea. Expor suas próprias fragilidades a fortalece, e tudo bem não estar bem todo dia. Ela conta isso para os seguidores, quando avisa que naquele dia não vai rolar novo post com vídeo. E os seguidores só aumentam, atraídos por essa verdade que habita todos nós, mas se esconde por baixo da colcha de performance que nos sentimos obrigados a exibir na janela todos os dias. Aí tudo se encaixa quando não se pretende ser encaixe de nada, nem de ninguém. Lorrane simplesmente é. Que a gente seja, simplesmente.

FONTE: https://g1.globo.com/olha-que-legal/blog/pela-lente-da-gente/post/2021/10/16/eu-e-lo-lo-e-eu-e-a-inclusao.ghtml


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